O problema, não é o problema, mas o que esta por de traz do problema

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11 meses atrás

Há muitos curandeiros no planeta! o que é essa cura? Devo ir? Eu tenho essa doença, aquela doença”. Eu disse: “Se você quiser, vou reunir os endereços de todos os hospitais do planeta e fornecê-los aos curandeiros.

Se quer curar os enfermos, deve ir ao hospital. Por que a praia? Pensei que pessoas saudáveis fossem para lá!”.

Não estou dizendo que não há algo nisso, 90% do tempo não há nada, mas 10% do tempo pode ser algo. Quando não há nada, estou bem com isso. Suponha que alguém lhe venda um “nada”, ele é apenas um empresário inteligente e você é um pouco burro, mas nenhum mal aconteceu a você.

Você tem o prazer em fazer compras e ele está negociando. Na maioria das vezes, quando você vai ao shopping, você só compra “nada”, não é? Você compra, leva para casa e, provavelmente, nem abre a embalagem.

Tudo o que você comprou fica lá por muito tempo, porque é sobre compras, não sobre o que você comprou. Eles estão satisfazendo sua busca por compras, vendendo-lhe nada; nenhum mal está lhe acontecendo.

Mas, agora, se ele lhe vender algo que lhe cause dano, isso é pior do que lhe vender nada. “Nada” é apenas um golpe limpo. Só custa dinheiro, não custa a vida. Mas esse “algo” pode custar a vida.

Esses 10% do tempo em que algo de fato acontece, é onde está o perigo e é desnecessário.

No caso de doenças crônicas, a doença é apenas a superfície. O sintoma que você pode notar é apenas a ponta do iceberg e, como o provérbio da “ponta do iceberg”, ela é apenas uma pequena parcela.

A doença que a pessoa sofre é o sintoma, que é tudo o que ela consegue notar, mas essa é apenas uma pequena parcela do problema que está em outro lugar. Ou seja, os sintomas são como indicadores.

Toda vez que alguém tenta fazer uma cura, ele está sempre tentando tirar o sintoma, porque é isso o que ele considera como doença. Quando se retira o indicador, a raiz do problema ainda existe.

O indicador se manifestou no corpo físico apenas para trazer essa raiz ao seu conhecimento. Em vez de prestar atenção e ver o que deve ser feito sobre isso, se você, simplesmente, apagar o indicador, a raiz causará um efeito muito mais drástico no seu sistema.

O que era uma asma pode se tornar um grande acidente ou alguma outra calamidade na sua vida. É possível.

Se a raiz tiver que ser removida, ela não pode, simplesmente, ser removida e dissolvida desse jeito. Tem que ser removida e trabalhada de alguma forma. Essas tentativas de curar uma pessoa são um processo muito juvenil, é uma coisa muito infantil de se fazer.

As pessoas não compreenderam e experimentaram a vida com grande profundidade; elas viram a vida apenas na dimensão física, então acreditam que aliviar uma pessoa da sua dor física, naquele momento, é a melhor coisa que podem fazer. Não é assim.

É compreensível que, uma vez que a dor da doença atinge você, você só queira ser aliviado, não importa como, mas se você está começando a sentir a vida um pouco mais profundamente do que o corpo físico, verá que a forma de se livrar da sua doença também importa.

A doença desaparecerá se você dedicar atenção suficiente à reorganização das suas próprias energias, mas você tem que passar por algumas coisas. Apenas um alívio imediato irá aliviá-lo de uma maneira, mas irá prendê-lo de outra.

Ninguém que percorre com seriedade um caminho espiritual jamais tentará uma cura, porque é uma maneira certa de se emaranhar.

Algumas dessas coisas que se tornaram famosas em todo o mundo, hoje em dia, vieram de pessoas que desistiram de seu processo espiritual no meio do caminho, depois de adquirir um pouco de poder.

Eles queriam usá-lo e se promover bem no mercado.

No Isha, ensinamos sadhana para a libertação, para ir além de todas as suas limitações. Pode-se facilmente adquirir tais poderes fazendo esse sadhana, mas nós temos muito cuidado para que você não adquira tais coisas.

Se você estiver em algum caminho espiritual dinâmico, seja quem for que esteja na direção daquele lugar, sempre se certificará de que você nunca adquira nenhum tipo de poder.

Queremos ser ordinários, muito ordinários – extraordinários. Não temos a doença de querer nos tornar especiais fazendo algo que os outros não podem fazer.

Não é necessário. Ao tentar brincar de Deus, de alguma forma, você quer fazer algo que outros seres humanos não podem fazer. Isso pode levar a muitos emaranhamentos.

Vamos juntos ressignificar esses padrões, aumentando seus estados de recursos para estar consciente no momento presente!

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Laert Henriques
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