Modo Classico

Como você controla a Raiva?

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1 semana atrás

“Não há necessidade de controlar a raiva. Neste momento, você está com raiva? Não. Então, por que controlar algo que não existe? Como você pode controlar algo que não existe?

A raiva traz um certo nível de dissabor, tanto para você quanto para todos à sua volta. Na maioria das vezes, você sofre mais do que a sua vítima, e, quando fica com raiva, você pode fazer as coisas mais idiotas da sua vida. Definitivamente, não é uma maneira inteligente de existir.

Ficar zangado com algo ou com alguém vem de um forte senso de ‘gostos e aversões’.

Isso vem de uma identificação muito profunda com uma certa maneira de pensar e sentir, que, segundo você, essa seria a melhor maneira de viver, pensar e sentir. Quando não estão de acordo com isso, você fica com raiva deles.

À medida que os seus gostos e aversões, e as suas identificações com algo ou com o outro, se tornam mais fortes, tudo o que você está fazendo é excluir a existência. Se você diz ‘eu gosto muito disso’, você está excluindo o resto da existência, em grande escala, naquele momento.

Quanto mais fortes se tornam os gostos e as aversões, mais profunda se torna a exclusão. A raiva extravasa, porque você não incluiu alguém ou algo como sendo uma parte de si mesmo.

O próprio processo de liberação deve incluir, não excluir. Na inclusão, você se liberta. No dia em que tudo, a existência toda, estiver incluído em você, você se libertará. Na exclusão, você fica aprisionado, fica separado.

Você não quer ficar com raiva, é claro, mas isso ocorre, porque você está criando uma fonte exterior para o que está acontecendo dentro de você — o que não é verdade. Basta ver que é algo que você está criando. Por que você está criando algo que não quer?

Há apenas uma causa fundamental — você ignora a si mesmo.

Se você soubesse como seu sistema funciona e como gerenciá-lo, por que você criaria a raiva? A raiva não prejudica somente as situações exteriores, como também prejudica as situações interiores. As pessoas causam uma quantidade enorme de raiva dentro de si próprias e criam problemas de saúde para si. Assim sendo, as consequências surgirão nas situações exteriores.

Para cada ação que você praticar, haverá uma consequência. Você não pode evitar a consequência. Se você não pode evitar a consequência, a ação deverá ser controlada. As ações só podem ser controladas se o ser humano for controlado internamente.

Se ele estiver em perfeito equilíbrio, só então irá praticar ações harmoniosas. Ainda assim, haverá consequências; elas sempre existirão. Há consequências suficientes no processo da vida como ela é. Você não precisa criar novas consequências para si.

Então, especialmente, quando as situações à sua volta estiverem péssimas, não é muito importante que você se mantenha da maneira mais agradável possível e veja como espalhar essa agradabilidade ao seu redor? Se as suas ações estivessem vindo da sua inteligência, é assim que você agiria.

Se as situações à sua volta tornaram-se sem solução, é ainda mais importante que você se mantenha tão maravilhoso quanto possível, e veja como fazer isso acontecer. Seja lá o que você for, isso é o que você vai espalhar à sua volta. Se você estiver com raiva, você vai espalhar raiva. Com a raiva, mais dissabores surgirão nas situações à sua volta.

A raiva tem uma intensidade enorme. A intensidade é a única coisa que o homem está buscando. A razão pela qual todos os thrillers, filmes de ação e eventos esportivos são tão populares é porque as pessoas querem alguma intensidade, em algum lugar.

A única maneira que eles sabem ser intensos é através da ação física ou da raiva ou da dor. A razão pela qual as drogas e o sexo se tornaram coisas tão importantes no mundo é porque, de alguma forma, as pessoas querem experienciar alguma intensidade, pelo menos, por alguns momentos.

A intensidade o libera de muitas coisas. A raiva poderia liberá-lo de muitas coisas, mas o problema da raiva é que ela não é pura intensidade dentro de você; ela se emaranha com as situações à sua volta.

Não é necessário que apenas sua raiva o impulsione à ação. A experiência mais intensa que você teve em sua vida foi, provavelmente, a raiva. É por isso que você santifica a raiva, porque ela o impulsiona à ação.

Infelizmente, você nunca conheceu a intensidade da alegria ou do amor, mas o amor e a compaixão podem impulsioná-lo também para a ação – muito gentilmente, mas de uma maneira maravilhosa e eficaz.

No trabalho e em casa, você gostaria de viver com pessoas zangadas ou com pessoas tranquilas e alegres? Obviamente, você gostaria de viver com pessoas tranquilas e alegres. Por favor, lembre-se que todos à sua volta anseiam pela mesma coisa.

Cada ser humano à sua volta anseia viver e trabalhar com pessoas que são tranquilas e alegres.”

Vamos juntos ressignificar esses padrões, aumentando seus estados de recursos para estar consciente no momento presente !

3 dicas para melhorar a sua oratória em assembleias

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2 semanas atrás

O candidato a síndico, Jorge, desce de seu carro e seu corpo começa a dar aqueles velhos sinais de nervoso, estresse, medo, ansiedade que sente a cada nova tentativa de ser eleito como síndico em um novo condomínio: mãos suando, garganta seca, tremores, vermelhidão, pernas agitadas ou uma paralisia de “pânico” que dificulta até o seu caminhar. Falar para grandes públicos sempre foi uma dificuldade. Embora fosse o melhor concorrente em várias eleições de síndico que participou, muitas vezes não conseguia mostrar o que tinha de melhor.

Talvez isso já tenha acontecido com você diante de alguma assembleia ou já tenha visto algum candidato a síndico com esses “sintomas”.

Se já passou por isso sabe o quanto essas reações atrapalham na hora de apresentar seus projetos/propostas. Fica difícil expor suas ideias, se conectar com as pessoas, mostrar seus diferenciais competitivos e persuadir aqueles condôminos de que você é a melhor opção para o momento. Por não conseguir mostrar o que tem de melhor, talvez tenha perdido algumas eleições de síndico.

Se isso faz sentido pra você, saiba que não está sozinho.

Medo de falar em público é um dos maiores medos do ser humano.

A explicação para isso é ampla, mas veja se concorda com uma das explicações mais dadas por especialistas: não fomos criados/treinados para falar com uma plateia grande ou com várias pessoas ao mesmo tempo. A maior parte de nossas interações em nosso desenvolvimento, da infância até a vida adulta, se dá entre duas pessoas (você e mais uma) ou entre você e pequenos grupos. Não entre você e grandes públicos. Ou seja, ainda que tenha passado por experiências pontuais e esporádicas de, por exemplo, apresentar trabalhos na escola/faculdade, mas não faça hoje apresentações rotineiras, possivelmente poderá acabar sentindo alguns desses sintomas paralisantes que atrapalham sua performance quando mais precisa dela.

A boa notícia é que há como reduzir/contornar esses sintomas e melhorar sua oratória/comunicação nos momentos em que mais precisa.

O caminho para isso pode ser mais longo ou mais curto dependendo do tamanho da sua dificuldade. Com os exercícios certos, porém, as mudanças e melhorias podem acontecer rapidamente.

Oratória é um dos temas que vou abordar com frequência aqui na coluna do Espaço Síndico, então volte aqui sempre que possível para encontrar novas dicas e ferramentas.

Para hoje, separei três dicas que servem para qualquer pessoa melhorar sua oratória, não importando o tamanho dos desafios nessa área. Não é um manual completo de como contornar os sintomas do nervosismo, mas já é um excelente começo.

Vale a pena conferir (e aplicar):

1) Seu primeiro cliente é você mesmo – se convença que se serviço é bom e que você é um excelente profisisonal

Estar em frente a uma assembleia significa, muitas vezes, que você estará oferecendo alguma coisa para aquelas pessoas: pode ser um projeto de melhoria para o condomínio, se já for síndico de lá, ou pode ser sua proposta como síndico (a) para que te elejam naquele condomínio.

A primeira dica é que você tenha a absoluta certeza, dentro do possível, de que aquilo que vai oferecer é realmente bom e o ideal para aquelas pessoas.

Talvez você pense que isso é óbvio, mas vi, como advogado condominial, muitos síndicos que pareciam duvidar de suas próprias propostas. Não transpareciam segurança, muito menos confiança naquilo que propunham… Ainda que estivessem nervosos por estarem diante do público, tenho dúvidas se realmente acreditavam que eram, realmente, a melhor opção para aquelas pessoas. Talvez não tivessem certeza se o serviço que ofereciam tinha realmente a qualidade que precisava ter. Talvez nunca tivessem se perguntado sobre isso.

As pessoas captam facilmente sua incerteza sobre sua qualidade profissional ou sobre suas propostas.

Quero dizer, em outras palavras, que você precisa, sinceramente, estar ciente de suas qualidades, diferenciais e habilidades.

Hoje você sabe o quanto é bom naquilo que faz? Hoje, para determinados tipos de condomínio, você é a melhor opção? Seu trabalho é realmente bom? Seu preço é realmente justo?

Não basta responder um simples “sim” para essas perguntas. Quero que você olhe para dentro de si e realmente busque essa resposta com muita sinceridade. Se tiver dúvidas, não é o fim do mundo. Pelo contrário: tomar consciência de que há pontos a melhorar é o primeiro passo para buscar essas melhorias.

Antes de se vender aos outros você precisa se vender para si mesmo. E, obviamente, precisa comprar aquilo que vende. Antes de se vender, precisa se comprar. Você é seu primeiro cliente.

Estando convencido de que é uma excelente opção (de preferência a melhor) e que o que vai oferecer realmente resolve problemas e melhora a qualidade de vida dos condôminos, você estará pronto para a segunda dica.

2) Treine muito, o máximo que puder

Quando estamos falando para várias pessoas que não conhecemos, oferecendo produtos ou serviços, é natural que seu sistema interno comece a tentar reparar em coisas que você não repara no dia a dia: “devo me movimentar ou não?”, “minha respiração é acelerada desse jeito ou estou nervoso?”, “onde coloco minha mão esquerda? no bolso, deixo solta, coloco ela pra trás? vario?”, “qual expressão que devo estar usando agora? Devo sorrir? Devo ficar sério? Se sorrir, sorrio muito, pouco? Ai meu Deus…” – entre outras inúmeras questões que vão surgir. Tentar gerenciar todos esses detalhes ao mesmo tempo apenas no dia de sua apresentação pode te colocar a caminho do que chamo de precipício comunicativo: você se enrosca em um desses pontos e todos os demais passos de sua apresentação vão ladeira abaixo.

Como evitar essa situação? É no treino que você refina tudo isso.

Possivelmente quando você treina talvez não fique nem nervoso nem apresente esses sintomas, pois está sozinho ou com poucas pessoas.

Mesmo assim, passe a reparar em cada um desses detalhes (expressão corporal, expressão facial, pernas, braços, mãos, etc.). Se conheça. Se perceba.

Como treinar com maestria para se autoconhecer e superar os desconfortos da hora da apresentação mesmo sem pessoas assistindo?

Há uma técnica simples e grátis: se grave em seu smartphone.

Treine como se estivesse falando com toda a plateia. Faça isso de pé. Se movimente dentro do quadro de filmagem. Repita quantas vezes for necessário. Ao assistir os vídeos talvez você estranhe sua voz e sua imagem. Talvez não goste, de verdade, de se assistir. Isso também é muito comum.

Mas, apenas treinando, repetindo e se avaliando é que você vai encontrar os gestos, posturas, expressões corporais e faciais, tom de voz, velocidade das explicações e forma de didática nas explicações que mais funcionam pra você. E, sinceramente, esse desconforto de se autoavaliar passa depois das primeiras vezes que você analisa seus próprios vídeos.

Após muito treino você passa a ser intencional. Ou seja, você deixa de apenas ir lá na frente das pessoas e acionar o modo “seja o que Deus quiser”. Você realmente passa a se autoconhecer o suficiente para ser intencional sobre a imagem e mensagem que deseja passar.

Após treinar bastante, chega a hora de aplicar a terceira ferramenta, que vai lhe trazer ainda mais segurança para suas apresentações.

3) Visualize o que deseja, não o que não quer

Um aluno em uma Imersão de Oratória que ministro nos relatou, em nossa última turma de Campinas, que quando tinha assembleias de eleição ficava o dia inteiro lembrando de outras assembleias em que tudo deu errado: engasgou, gaguejou, deu branco, se perdeu no pouco tempo dado, entre outras dificuldades.

Nos revelou que fazia isso com um objetivo nobre: evitar cada um de seus erros. Mas, quando chegava lá, acontecia tudo de novo.

Para quem estuda neurociência é fácil entender o quão errado era o método de nosso aluno e a razão dos erros se repetirem…

Nosso cérebro tem uma característica que pode funcionar como verdadeira armadilha nesses casos, se a visualização for feita da forma errada: ele entende que a imagem/filme que você mais coloca pra rodar em sua mente é exatamente aquilo que está buscando, e não o que deseja evitar.

Racionalmente o cérebro até entende que você quer evitar tudo aquilo, mas nosso cérebro emocional trabalha com imagens e não compreende bem a palavra “não”. Para as suas emoções, as imagens que mais estão presentes em sua mente são interpretadas exatamente como algo que está tentando alcançar, ainda que seja o que deseja evitar. Ao lembrar de momentos ruins, portanto, é como se sua mente estivesse preparando seu corpo para repetir aquele erro.

Nosso aluno, portanto, se “preparou”, ainda que sem querer, para repetir as coisas ruins, e não evitá-las.

Como, então, não cair nessa armadilha?

Em vez de imaginar o que não quer, imagine o que deseja que aconteça.

Isso faz com que seu cérebro racional e emocional passe a entender o que você realmente deseja: se imagine caminhando com segurança, se conectando com as pessoas, as tirando do celular para te ouvirem; se imagine se comunicando bem, com confiança, desenvolvendo seu raciocínio com técnica, naturalidade e certeza de que é a melhor opção para aquelas pessoas. Imagine as pessoas ouvindo, gostando do que ouviram, votando a seu favor, lhe dando a vitória que merece.

Isso ajuda a mostrar para seu sistema o que deseja alcançar. Seu sistema interno vai assimilar bem isso e vai buscar ferramentas e caminhos para te ajudar a chegar lá.

Acredito que para começarmos essas três dicas já possam te ajudar bastante em seus próximos desafios.

Espero que coloque cada dica em prática e que possa, um dia, me contar que depois disso suas apresentações melhoraram exponencialmente.

Só depende de você.

Um abraço!

Para além dos tradicionais Cs

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3 semanas atrás

Para além dos tradicionais Cs, a saber: Carro, Cano, Criança, Cachorro, Calote, Cannabis e Covid; agora os síndicos precisam administrar também a falta de Civilidade dos moradores.

E que pesadelo! Parece que a boa e velha educação está sendo aposentada e deixada de lado nos residenciais.

Temos percebido um aumento grande de casos de violência contra os síndicos e funcionários dos condomínios, e o pior é que em algumas situações o próprio síndico também está errado.

Infelizmente digo sempre que os condomínios foram feitos para não dar certo. Como juntar no mesmo espaço diferentes culturas, desejos, valores, projetos de vida e estruturas familiares?

Como encontrar a harmonia entre os vizinhos que transitam no mesmo tempo e lugar no espaço, mas que fazem atividades completamente diferentes? Colados parede com parede ou teto com chão (nos casos do andar superior ou inferior), convivem quem faz home office, com quem aprende a tocar um instrumento, com quem usa o liquidificar para fazer sucos e papinhas para nenéns que choram a qualquer hora do dia ou da noite, com quem chega da balada de salto alto às 4h da manhã, com quem usa o chuveiro ouvindo música às 5h30, com quem gosta de jogar basquete e, para coroar, todos envoltos por uma película de drywall que as construtoras apelidaram de “parede”.

Se alguém souber a fórmula, por favor me avise.

Todos reclamam de todos e tudo sobra para o síndico, que é o gestor dessa “bagaça”, mas que não tem “paciência de Jó” nem “os feitiços do Harry Potter” descritos no Código Civil como suas obrigações. Desculpem o linguajar mas é para trazer um pouco de humor neste tão árido assunto.

Mas aí entra mais um C – o de Conhecimento, ou melhor, autoconhecimento. O mesmo apontado por Daniel Goleman quando ele explica sobre os 5 pilares da Inteligência Emocional.

Autoconhecimento, autocontrole emocional, automotivação, empatia e relacionamento são as bases da inteligência emocional e aplicadas diariamente possibilitam a construção de relações saudáveis e tomadas de decisões conscientes.

No meu ponto de vista, isso garante que você, querido síndico, não venha a ter uma síncope nervosa por causa de moradores mal educados.

Se você está vivendo no olho do furacão e não consegue visualizar a saída, busque uma mentoria que te ajude a se auto conhecer, não espere ficar doente. Sua paz e suas noites mal dormidas não estão discriminadas na previsão orçamentária…pense nisso!

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Laert Henriques
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